• José Leonídio

UTOPIAS, SONHOS, REALIDADES

Quantas vezes quando explicitamos um pensamento ou mesmo a vontade de querer alcançar um objetivo, somos taxados de utópicos, acusados de estar devaneando, atrás de sonhos e quimeras. Mas nada se constrói se não o imaginamos primeiro e seguimos em frente à procura de realizarmos o que mentalmente projetamos.


Muitos dirão que você está no mundo da lua, delirando, pois o que pretende é impossível. Talvez um dos maiores utópicos de todos os tempos tenha sido Leonardo da Vinci: muitos dos seus projetos foram considerados irrealizáveis à época. Com o passar dos séculos a maioria, ditos devaneadores, tornaram-se realidade.


A utopia, o sonho é o primeiro degrau para construirmos a realidade. Ninguém cresce sem objetivos. E eles, em sua maioria, surgem de nossa imaginação. Pensamos o hoj, para construirmos o amanhã. Ninguém nasce com sua cota de metas delineadas desde o útero, ninguém vem ao mundo sabendo o que vai realizar durante sua caminhada terrena.


Nossas utopias, nossos sonhos é que nortearão os caminhos que seguiremos. Sonhamos na nossa infância em seguir determinada carreira e, com o tempo, vamos sedimentando nossa trajetória.


Muitas vezes seguimos caminhos que nos são impostos, mas de alguma forma vamos ao encontro dos nossos sonhos, se não por inteiro, pelo menos atrás de algo que se relacione com o que sempre projetamos para nós.


Muitos exemplos surgem na nossa frente. Quantos veem seus sonhos sendo realizados na terceira idade, seja se formando numa faculdade ou mesmo mergulhando no mundo das artes. Suas utopias viraram sonhos e, com o passar do tempo, viáveis.


Alcançar o que diziam ser inalcançável é a vitória da persistência. É acreditar que por mais que digam para esquecer cada um é que tem a energia capaz de mover montanhas para chegar onde se almeja.


Não existe o “vai por mim porque estou certo”. Só existe uma realidade, o dia que vivemos, o hoje. O ontem e o amanhã são duas palavras evasivas. Não conseguiremos viver o ontem novamente, nem viveremos o amanhã no dia de hoje. O que permanecerá serão as experiências do ontem, as utopias e os sonhos ainda não realizados e que, de alguma forma, tornaremos reais no amanhã.


Nem que este amanhã dure toda a sua existência. Assim como com Leonardo da Vinci, pode ser que conosco aconteça a mesma coisa. Plantaremos a semente utópica que um dia florescerá, se não por nossas mãos pelas de outrem que acreditaram nos sonhos por nós.


Nossas utopias viram sonhos que acabarão como realidade. A única coisa que não podemos deixar de fazer é confiar que podem ser realizadas, sim. Nunca podemos deixar de acreditar nas nossas possibilidades, se hoje não é plausível, um dia será.


Assim como o dia se vai e a noite vem, esta também se recolhe e um novo amanhã surge cheio de novas esperanças. Nosso olhar tem que ser sempre para o que vem na frente, nas expectativas que nos aguardam e na confiança de que nossas utopias se tornarão sonhos e, um dia, realidade. Confie nisso.

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