• José Leonídio

SOU PURISTA, SOU BRASILEIRO


Perdoe-me meus amigos, mas como sou purista e brasileiro estes modismos anglo-saxônicos mexem com minha autoestima nativa. 50% OFF, atividades físicas in dooor e agora Black Friday. Ao ouvir o inglês dos nossos comunicadores este é Harvardiano, ou Oxfordiano; o Espanhol é Madrilenho, o Francês Sorboniano, mas o português, a língua nativa, este é Bundial (linguajar chulo da tribo dos Bundas na África Central). É comum ouvirmos nas rádios é televisão: É isso aí; ouvi da Boca Dela. No dia de hoje o mais ouvido é Black Friday, como se o dia de ação de graças americano fosse também o feriado oficial do Brasil e este fizesse parte das comemorações. Na verdade, me lembra mais uma brincadeira de criança, o Pay Day, acho que estamos no Black Pay Day, e como dizem nossos irmãos nordestinos: " Muito peido é sinal de pouca merda" me parece que esta é a interpretação mais realista do Black Friday. São mais de 5000 reclamações sobre este engodo importado. Sei que por questões de comunicação e para nos mantermos no mesmo nível dentro de todas as áreas, temos que nos comunicar, porém nenhum país abandona seus valores de origem, seja oral (sua característica de comunicação, sua língua) ou sua escrita (como exemplo China e Rússia) que apesar de manterem seus valores tradicionais estão no mesmo nível das nações mais adiantadas. Não precisamos nos ajoelhar e rezar na cartilha americana. Não tenho vergonha de ser brasileiro, tenho vergonha dos brasileiros, que falam um inglês escorreito, mas seu português tem os limites das comunicações via Whatsapp.


É o que acho, é o que penso.


Perdoem-me.

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