• José Leonídio

O Porvir

Dizem que o futuro ao futuro pertence. Que só saberemos o que nos está reservado no PORVIR, quando este chegar. Não desacredito desta meia verdade, porém, o que está por acontecer está associado com inúmeras variáveis. Somos seres únicos, nossos cinco sentidos nos diferenciam de qualquer outro, nos trazem informações que só nós teremos, embora vivamos no coletivo; somos peças únicas e podemos usar nossas experiências individuais em determinadas situações que nos são apresentadas no amanhã.


Esta individualização leva a termos valores construídos por nossas vivências, que são cumulativas e não descartáveis. O futuro pode ser daqui a pouco, semana que vem e até daqui vários anos, não importa. Cada minuto vivido é um porvir que chegou. Outros virão.


Traçamos metas e objetivos, com hipóteses de como alcançá-los, entretanto, toda pergunta admite pelo menos duas respostas, o SIM ou NÃO, o FALSO e o VERDADEIRO.


Por mais que não aceitemos o NÃO ou o FALSO como resposta para nossas interrogações, estas são conclusões que a vida nos mostra e nos obriga a seguir novos caminhos, reestruturar nossas metas para alcançarmos determinados objetivos. Aprender com nossas experiências vividas permite que possamos planejar com mais segurança o porvir que se avizinha.


Esperar não é um ato qualquer, saber esperar, ser perseverante, nos leva a crescer e a valorizar o que tanto desejamos. As estradas que levam ao futuro por vezes são longas, mas têm princípio, meio e fim e sempre nos farão chegar ao destino de alguma forma e os ensinamentos vindos da interação dos cinco sentidos permitirão que tenhamos uma visão do que está por acontecer, mas somente o momento vivido nos dará a resposta, do SIM ou do NÃO, se FALSA ou VERDADEIRA.


Apressar o relógio do tempo é impossível, nunca atrasa, mas também não adianta, os minutos são registrados nas linhas do livro das nossas histórias. A vivência de cada um, ao interagir com a de todos, dá um perfil do que foi o passado de uma coletividade e sua interpretação nem sempre é igual para todos. Dependerá do ângulo em que está sendo analisada. Para alguns será a verdade absoluta, para outros não.


Os exemplos expostos pela história pertencem à época em que foram construídos, com seus valores correspondentes ao dia a dia em que foram vividos. Não há como transportar do passado experiências que continham limitações que não mais existem, nem como usar as atuais num amanhã mais distante. Os avanços nas tecnologias mudam o perfil de nossas vivências, o que não era nem imaginável ou seria fruto de ficção hoje é parte inseparável do nosso arsenal de ações diárias.


Nosso porvir é, muitas das vezes, a realização de nossos sonhos, não com as cores e os traços que lhes damos, mas com os que são possíveis no momento. Por vezes começamos um projeto e por não termos as soluções o abandonamos nas gavetas do esquecimento. Um belo dia, sem saber a razão, abrimos essa gaveta e o que parecia não ter respostas torna-se factível, os meios para tal eram tão cristalinos, diáfanos mesmo, que não tínhamos conseguido enxergar. Foi necessário que o tempo nos mostrasse que éramos capazes de conclui-los.

A natureza nos prova que tem tempo para tudo.



Colhemos uma fruta verde e colocamos numa estufa para amadurecer, porque não temos tempo de esperar madurar. Um pássaro nunca se alimenta de uma fruta verde, espera amadurecer para só então saciar sua necessidade. Existem diferenças entre uma fruta que amadurece na estufa da que acontece naturalmente?


O sabor da fruta amadurecida pelo tempo e é incomparável. Assim somos nós, as conquistas vão sendo enriquecidas com as experiências que os nossos sentidos nos alimentaram com o passar dos tempos e colheremos o fruto maturado no nosso porvir.





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