• José Leonídio

Alegrias para o Centro de Recompensa

A alegria é irmã do sorriso e é o caminho para as realizações. Estar alegre é estar de bem consigo mesmo. O passo inicial para as conquistas. Nosso centro de recompensa agradece. Vivemos momento a momento e nem sempre esboçamos o que vai dentro de nós. Somos sedentos de acontecimentos que permitam que transbordemos nosso contentamento interior.


Na adolescência descobrimos o que nos é prazeroso e queremos cada vez mais. A liberação de adrenalina, o risco nos remete a liberação de neurotransmissores, sendo a serotonina diretamente associada ao humor, à ansiedade dentre outros.


Todas as atividades que envolvem liberação de adrenalina aumentam a concentração deste neurotransmissor, atuando numa área do cérebro que chamamos de centro de recompensa. Fazer manobras arriscada no skate, nas motos, nas pranchas são alguns exemplos.


Outros que podemos arrolar são os sons altos, como os das raves e das baladas, as músicas eletrônicas. A atividade física e mesmo o relacionamento sexual agem da mesma forma. Quem também aumenta a sensação de prazer é o uso do álcool e de substancias como cocaína, ópio, maconha.


Muitas mulheres sofrem de Tensão Pré Menstrual (TPM) e sentem necessidade grande de ingerir chocolates, doces ou massas. O primeiro contém triptofano, que aumenta a produção do denominado hormônio do prazer, assim como as massas e os doces também fazem aumentar.


A TPM está diretamente ligada à queda do hormônio feminino, estrogênio neste período, o que acarreta mau-humor, irritabilidade, insônia; estes sintomas se devem ao fato de ser o hormônio feminino indutor da produção de serotonina, assim que o novo ciclo inicia. Os sintomas desaparecem porque há produção do hormônio do prazer.


Outra situação muito comum, e pouco relacionada, é o uso dos anticoncepcionais orais à base de estrogênio e progesterona. São doses muito baixas que enganam o cérebro sobre o ovário estar funcionando. Doses diminutas nem sempre são suficientes para que o neurotransmissor seja produzido em quantidades adequadas. Daí provêm as queixas de irritabilidade, queda do humor, sensação de tristeza, diminuição da libido.


Sensação que desaparece após a tomada do último comprimido da cartela, voltando logo em seguida à retomada. Estes sintomas aparecem também com grande frequência na menopausa, quando o ovário deixa de produzir seus hormônios que vão agir no Centro de Recompensa.


Nos homens esta associação fica por conta da testosterona, que libera outro neurotransmissor: a dopamina, ligado ao aumento da massa muscular, mas também à impulsividade. A dita andropausa não é tão significativa no homem porque ele produz testosterona, embora em concentrações mais baixas, por toda a vida.


A liberação da endorfina nas atividades físicas, principalmente aeróbicas, também está ligada à liberação destes neurotransmissores. Quando se faz atividade física no período da noite uma das consequências é exatamente o ficar elétrico e custar a dormir.


Quando executamos alguma atividade, seja ela qual for e que venha acompanhada de satisfação plena, que nos faça ficar alegres e sorrir, na verdade estamos recebendo uma resposta que vem de dentro de nós: nosso coração acelera, aumenta a liberação de adrenalina, consequentemente serotonina e dopamina, a representação externa é a alegria, o sorriso, a vontade de estar junto. Agradar nosso centro de recompensa é nos fazer felizes.


Podemos alcançar este estágio por nós mesmos e o amor é um destes exemplos.


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