• José Leonídio

POR QUE SER MÃE?


Quando pesquisamos a origem da palavra MÃE, podemos observar que o fonema M ( Consoante bilabial) que a inicia, é o mesmo nas mais diversas línguas. A palavra "mãe" teria se originado na região onde hoje está situada a Turquia, e que segundo os estudos mostram seria a raiz de centenas de línguas tão diversas, como o híndi, o latim, o russo, o holandês, o albanês e o inglês. Em uma outra vertente a origem da palavra MÃE, estaria relacionada a um dos sons fundamentais da manutenção da espécie, que é o do recém-nascido pedindo para mamar, ou seja. O MA, MA. Desta forma esta vinculação mãe/filhos se sobrepõe a qualquer outra. Uma demonstração desta união indissociável vem de dentro do próprio útero. Este fenômeno mágico de uma nova célula dar origem inicialmente a um embrião, depois a um feto e posteriormente a um novo ser, s (ua–eu) FILH(A-O), é o milagre da vida, de nossa perpetuação através dos séculos. O som que primeiro escutamos e gravamos, são as ondas sonoras emitidas por quem está nos gerando dentro de si. Não esqueçam que o som se transmite melhor no sólido, depois no liquido e por último no ar, portanto esta e a nossa primeira e indissociável ligação. A outra e o som das batidas do coração, sua energia sonora, que por muitas vezes carrega consigo também a do amor, de nossas preocupações, de nossas alegrias e medos. Somos um elemento químico, e como tal temos um odor e um paladar próprio, e o de nossa mãe nos impregna ainda no claustro materno (útero). Quando nascemos trazemos então na nossa lembrança, esta primeira vinculação. Não importa em que língua, mãe será sempre mãe, e sua vinculação estará sempre ligada a esta interação mágica, a dos nossos sentidos. Rosalind Miles, em “A História do Mundo pela Mulher” correlaciona que o hábito de se utilizar mais a mão direita do que a esquerda, estaria ligado ao fato de que para as atividades diárias da mãe/mulher, ela conduzia o bebe na maioria das vezes, no lado esquerdo do seu colo, sugando seu seio, porque o som do coração o acalmava. Na mitologia Africana, dentro de cada mulher existem três mulheres: a guerreira (Yansã), a sensual (Oxum) e a dominante a mãe (Iemanjá). As duas primeiras são o princípio para se chegar a grande Mãe dos Peixes (Ie Mo Enjá). O caminho da guerreira chegar a mãe é através da sensual, porém como a mãe é dominante, as duas se inibem com a chegada desta. A gravidez então nada mais seria, do que o caminho das duas primeiras para alcançar a terceira, a MÃE. Não existe portanto, mães diferentes, nem melhores, nem piores, existem mães, cada uma com seu momento, com sua história, porém guardam dentro de si, para todo e sempre, este espaço que a integrou entre a Guerreira/Sensual e a Mãe. O SER MÃE é um estado único, inesquecível de quem o vivencia. Quando vejo comemorar o Dia das mães numa língua que não a corrente entre nós, me pergunto: Serão aquelas superiores as nossas, por isso temos que nos equiparar a elas? Não MÃE é MÃE, em qualquer língua como vimos acima e representa um vínculo maior indescritível, que só quem o percorre sabe descrevê-lo. O estágio gravidez, embora habilte a guerreira/sensual a ser mãe, não é o único caminho, entre os índios brasileiros, a adoção de uma criança recém nascida se concretizava com o aleitamento, uma forma de vinculação, porém muitas MÃES o são sem passar pelo estágio gravidez, porém o conquistam despertando dentro de si o sentimento maior, compensando a ausência do primeiro com a dedicação/amor que os ligarão por toda a vida, e ai o se fará presente. FELIZ DIAS DAS MÃES a todas as que se habilitaram para tal e as que ainda estão no estágio pré mãe (grávidas). Bom final de domingo a todas.

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