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  • José Leonídio

Pílulas Literárias #99 - Amor

Vinícius de Moraes nos três últimos versos do seu "soneto da fidelidade" nos diz:


"Eu possa me dizer do amor (que tive)

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure".


O amor e infinito, e tatuagem irremovível, uma vez presente em nós, mesmo na ausência continuará presente.


Porque embora a chama apague ficará dentro de nós acesa sua brasa, nos aquecendo, na fria solidão de emoções.


O amor não é cicatriz, é um quadro pintado a várias mãos, que ficará para sempre exposto na galeria dos nossos sentimentos.


Um belo dia de amor, em todas suas vertentes.




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