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  • José Leonídio

Pílulas Literárias #78 - Vaidade

Nos acostumamos, ao longo de nossa existência, a ouvir diversas palavras e as absorvemos com se fôssemos esponjas, sem saber suas origem, o significado delas. É o caso de vaidade, da palavra latina VANITAS, cujo uso nos remete às pessoas vãs, fúteis.


O que quer dizer uma pessoa vã?


Alguém sem conteúdo, insignificante.


E ser fútil?


Aquele que não tem importância, que é vazio de mérito, que não inspira confiança.


Neste mergulho etimológico podemos observar o quanto deturpamos o conceito original: usa-se o termo vaidade ou vaidoso(a) com sinônimo de ser belo, atraente, para aquele que quer demonstrar a todos suas virtudes.


Vaidade e humildade atualmente são antônimos. O ser humilde seria o vazio de conteúdos, o vaidoso, o repleto de qualidades. Uma inversão total de valores.

Marcus Túlio Cicero, o filósofo Cícero da Roma antiga, ao ouvir tal atribuição a


VANITAS diria: - Não! Não! Não!


Não foi esta a versão que lhes ensinei.


Pobre Cícero.




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