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  • José Leonídio

Pílulas Literárias #45 - Homem, máquina

Não somos máquinas, no entanto funcionamos com tal, com vários sistema funcionando integrados. Desta maneira se um apresentar alguma falha, está irá afetar o funcionamento dos outros. Gerenciando está quase perfeição, está o mais perfeito computador, nosso cérebro, com seus cinco programas fundamentais: olfato, paladar, audição, visão e tato.


Intergrando-os um sexto que interage todos estes. Nossas lembranças estão intimamente associadas a eles: o perfume, o toque suave, o sorriso,a voz que nos acalenta, o sorriso que não sai dos nossos olhos. As vezes associamos todos nas nossas reminencensias. A semelhança dos computadores vamos adicionando ao nosso gerenciador inúmeros programas durante a vida e traçamos através deles o perfil de quem somos.


Em determinadas ocasiões somos colocados frente a situações as quais respondemos de imediato, sem que a resposta seja processada no nosso sistema de controle. Na maioria das vezes estamos usando vários programas ao mesmo tempo, o que não permite uma colocação racional, é a dita resposta por instinto. Nestes momentos somos aconselhados a fechar os olhos, nos isolarmos, e contar até dez.


Quando assim o fazemos, vamos aos poucos fechando os programas abertos, e dois dos natos, os mais importantes para tomarmos decisões, visão e audição. Se necessário contamos novamente, até que nossos " software" interajam e nos dêem o caminho a seguir.


Somos máquinas individuais, cada uma com sua programação própria. O que nos diferencia das construídas por nossa inteligência é que temos um programa que não se instalam nelas, o sentimento. O dia que as máquinas olharem nos meus olhos com brilho de satisfação, prazer ou ódio; sorria e verta uma lágrima, deixará de ser fria como fria são as salas onde se localizam.


Por enquanto continuo acreditando no sentimento oriundo da máquina perfeita, NÓS.




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