top of page
  • José Leonídio

Pílulas Literárias #15 - Silêncio

O silêncio da solidão, o estar só, não são iguais. Você pode estar só, mas envolvido pelos ruídos que lhe cercam, que mesmo no exílio das suas cavernas interiores chegam onde estás, sem que queira.


O vozerio da multidão que lhe cerca pode ser impenetrável ao seu silêncio. Estar só não é uma questão meramente física, a ausência de companhia: estar só significa mergulhar para dentro de si e nada encontrar.


O teu silêncio pode estar ausente naquele momento, os sons não te sensibilizarem, mas não estás só.


A verdadeira solidão independe de pessoas e ambientes e é construída a duas mãos, não importa o que esteja acontecendo à nossa volta. Somos prisioneiros de nós mesmos.






0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Pílulas Literárias #246 - Prazer

As palavras vão tomando novos sentidos, com o passar dos anos, dos séculos. Um exemplo é a palavra Prazer, que, na sua origem latina “Placere”, remetia-se a: “aceito”, “querido”, que, por sua vez, es

Pílulas Literárias #245 - Encontro

Existem duas formas distintas e antagônicas no sentido da palavra encontro. Se usamos como direcionamento, a preposição "a", acrescida do artigo "o" , ou seja, "ao encontro", não existem barreiras que

Pílulas Literárias #244 - Conversa

Nada é mais salutar do que uma conversa aberta, em campo neutro. O antigo papa de botequim, sem hora marcada, sem tempo definido, quantas arestas foram quebradas, não pelos valores etílicos e, sim, po

Comments


bottom of page