top of page
  • José Leonídio

Pílulas Literárias #111 - Sabiá

Novos tempos. O sabiá, com seu canto, me acorda às quatro horas da manhã. O que o fez gorjear tão cedo, ele que acorda o sol? Creio que a solidão, o frio da noite tentando despertar o sol mais cedo para aquecê-lo e voar e trinar por sua amada.


Solidão, assim somos nós, sentimos a ausência do convívio, não nascemos ermitãos, somos frutos do convívio, do diálogo ainda dentro de nossa mãe. Ali começamos a aprender a sermos sociais e nunca mais deste convívio nos afastamos.


O silêncio e o medo da ausência: procuramos abrigo na palavra amiga. Acho que era esta a razão do trinar do sabiá. Se sentia só.


Tenham um dia social pleno.

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Pílulas Literárias #246 - Prazer

As palavras vão tomando novos sentidos, com o passar dos anos, dos séculos. Um exemplo é a palavra Prazer, que, na sua origem latina “Placere”, remetia-se a: “aceito”, “querido”, que, por sua vez, es

Pílulas Literárias #245 - Encontro

Existem duas formas distintas e antagônicas no sentido da palavra encontro. Se usamos como direcionamento, a preposição "a", acrescida do artigo "o" , ou seja, "ao encontro", não existem barreiras que

Pílulas Literárias #244 - Conversa

Nada é mais salutar do que uma conversa aberta, em campo neutro. O antigo papa de botequim, sem hora marcada, sem tempo definido, quantas arestas foram quebradas, não pelos valores etílicos e, sim, po

コメント


bottom of page